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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Violência doméstica

O que é ?

  • Tem medo do temperamento do seu namorado ou da sua namorada?
  • Tem medo da reação dele(a) quando não têm a mesma opinião?
  • Ele(a) constantemente ignora os seus sentimentos?
  • Goza com as coisas que lhe diz?
  • Procura ridicularizá-lo(a) ou fazê-lo(a) sentir-se mal em frente dos seus amigos ou de outras pessoas?
  • Alguma vez ele(a) ameaçou agredi-lo(a)?
  • Alguma vez ele(a) lhe bateu, deu um pontapé, empurrou ou lhe atirou com algum objeto?
  • Não pode estar com os seus amigos e com a sua família porque ele(a) tem ciúmes?
  • Alguma vez foi forçado(a) a ter relações sexuais?
  • Tem medo de dizer "não" quando não quer ter relações sexuais?
  • É forçada(o) a justificar tudo o que faz?
  • Ele(a) está constantemente a ameaçar revelar o vosso relacionamento?
  • Já foi acusada(o) injustamente de estar envolvida ou ter relações sexuais com outras pessoas?
  • Sempre que quer sair tem que lhe pedir autorização?
A presença de um ou mais destes comportamentos, sobretudo utilizados para controlar as outras pessoas, pode significar que é vítima de violência física, psicológica ou sexual no seu relacionamento. A violência doméstica é crime. E a violência exercida entre pessoas do mesmo sexo no seu relacionamento também é violência doméstica.

A violência exercida entre pessoas do mesmo sexo no seu relacionamento também está englobada neste conceito.
Esta definição implica a referência a vários crimes, nomeadamente: o de violência doméstica; o de ameaça; o de coacção; o de difamação; o de injúria; o de subtracção de menor; o de violação de obrigação de alimentos; o de violação; o de abuso sexual; o de homicídio; e outros.

O ciclo de violência

A violência doméstica funciona como um sistema circular – o chamado ciclo da violência doméstica – que apresenta, regra geral, três fases:

1. Fase de aumento da tensão: as tensões quotidianas acumuladas pelo/a agressor/a que este/a não sabe/consegue resolver, criam um ambiente de perigo iminente para a vítima que é, muitas vezes, culpabilizada por tais tensões.
Sob qualquer pretexto o/a agressor/a direcciona todas as suas tensões sobre a vítima. E os pretextos, que podem ser muito simples, são usualmente situações do quotidiano, como exemplo, acusar a vítima de não ter cozinhado ou cozinhado com sal a mais, de ter chegado tarde a casa ou a um encontro, de ter amantes, etc.

2. Fase do ataque violento: o/a agressor/a maltrata, física e psicologicamente a vítima (homem ou mulher), que procura defender-se, esperando que o/a agressor/a pare e não avance com mais violência.
Este ataque pode ser de grande intensidade, podendo a vítima por vezes ficar em estando bastante grave, necessitando de tratamento médico, ao qual o/a agressor/a nem sempre lhe dá acesso imediato.

3. Fase do apaziguamento ou da lua-de-mel: o/a agressor/a, depois da tensão ter sido direccionada sobre a vítima, sob a forma de violência, manifesta-lhe arrependimento e promete que não vai voltar a ser violento/a.
Pode invocar motivos para que a vítima desculpabilize o comportamento violento, como por exemplo, ter corrido mal o dia, ter-se embriagado ou consumido drogas; pode ainda invocar o comportamento da vítima como motivo para o seu descontrolo. Para reforçar o seu pedido de desculpas pode tratá-la(o) com delicadeza e tentar seduzi-la(o), fazendo-a(o) acreditar que, de facto, foi essa a última vez que ele/a se descontrolou.

Este ciclo é vivido pela vítima numa constante de medo, esperança e amor. Medo, em virtude da violência de que é alvo; esperança, porque acredita no arrependimento e nos pedidos de desculpa que têm lugar depois da violência; amor, porque apesar da violência, podem existir momentos positivos no relacionamento.
O ciclo da violência doméstica caracteriza-se pela sua continuidade no tempo, isto é, pela sua repetição sucessiva ao longo de meses ou anos, podendo ser cada vez menores as fases da tensão e de apaziguamento e cada vez maior e mais intensa a fase do ataque violento. Em situações limite, o culminar destes episódios poderá ser o homicídio.


 

Violência contra a Mulher: Não silencie, Denuncie. SOS MULHER- 0800-2812336

 Fonte: CMPM. 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Diretos Humanos e Saúde


Curso

Titulo: Curso de Atualização Falando um pouco de SUS: a expressão de um desejo - 2º semestre.
Período: 02/08, 09/08, 16/08, 23/08 e 30/08
Local: Sala 901, Expansão da Fiocruz
Data: 02/08/2012
Informações Curso de Atualização Falando um pouco de SUS: a expressão de um desejo.


Profº Luis Carlos Fadel de Vasconcellos e Professores convidados.

Data: 02/08, 09/08, 16/08, 23/08 e 30/08- (Quinta- feira)

Horário: 9h ás 13h.

Inscrições Abertas: 02/07/2012 à 30/07/2012


Ementa: -Curso de Atualização Falando um pouco de SUS: a expressão de um desejo. Profº Luis Carlos Fadel de Vasconcellos e Professores convidados. Data: 12/04; 19/04; 26/04; 03/05; e 10/05 - (Quinta- feira) Horário: 9h ás 13h. Inscrições Abertas: 12/03/2012. Ementa: - História da Reforma Sanitária - Doutrina e Concepção - Estrutura - Princípios e Diretrizes - Bases Organizacionais - Base Legal e Normatizadora - Pacto pela Saúde - Políticas Nacionais (Atenção Básica) - Promoção da Saúde - Educação Permanente em Saúde - Saúde Mental e Saúde do Trabalhador



Curso livre e gratuito para estudantes e profissionais das áreas de Direito e Saúde, Líderes comunitários, sindicalistas e etc.

Número de vagas: 50

Endereço: Av. Brasil; Nº 4036; Sala 901; Prédio da expansão. Manguinhos - Rio de Janeiro/RJ

Os interessados deverão solicitar ficha de inscrição através do endereço eletrônico: dihs@ensp.fiocruz.br, para concorrer uma das vagas. Telefone: (21) 3882-9222 ou 3882-9223
Grupo de Direitos Humanos e Saúde Helena Besserman
Endereço: Av. Brasil, 4036 sala 905 – Manguinhos – CEP:21040-361 – Rio de Janeiro – RJ
Telefone: (21)3882-9222/9223 – E-mail: dihs@ensp.fiocruz.br


Esta é uma dica da minha amiga Flávia Karina.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Livro: Serviço Social e Saúde em Versão digital

          
Para aqueles que preferem a versão impressa, a editora Cortez comercializa o livro por R$ 51,00 (Você tbm pode adquiri-lo na Pótere, com desconto!)
Sinopse do Livro (basta clicar no artigo):
Esta Coletânea enfoca a política de saúde e também questões relacionadas a vários temas de importância capital nos dias de hoje, como: seguridade social, políticas sociais e democratização do Estado. Revela-se como uma contribuição fundamental para todos aqueles que querem enfrentar, de forma crítica, os dilemas da formação e do exercício profissional.
1ª Parte: Política Social e Política de Saúde
1_Fundamentos da Política Social
Elaine Rossetti Behring
2. Seguridade Social Brasileira: Desenvolvimento Histórico e Tendências Recentes
Ana Elisabete Mota
3. O Financiamento da Seguridade Social no Brasil no Período 1999 a 2004: Quem Paga a Conta?
Ivanete Boschetti e Evilásio Salvador
4. Democratizar a Gestão das Políticas Sociais – Um Desafio a Ser Enfrentado pela Sociedade Civil
Raquel Raichelis
5. Política de Saúde no Brasil
Maria Inês Souza Bravo
6. Controle Social na Saúde
Maria Valéria Correa
2ª Parte: Serviço Social e Saúde
1. A Construção do Projeto Ético-político do Serviço Social
José Paulo Netto
2. As Dimensões Ético-políticas e Teórico-metodológicas no Serviço Social Contemporâneo
Marilda Villela Iamamoto
3. Projeto Ético-Político do Serviço Social e sua Relação com a Reforma Sanitária: Elementos para o Debate
Maria Inês Souza Bravo e Maurílio Castro de Matos
4. Desafios Atuais do Sistema Único de Saúde – SUS e as Exigências para os Assistentes Sociais
Vera Maria Ribeiro Nogueira e Regina Célia Tamaso Mioto
5. Serviço Social e Práticas Democráticas na Saúde
Ana Maria de Vasconcelos
6. Sistematização, Planejamento e Avaliação das Ações dos Assistentes Sociais no Campo da Saúde
Regina Célia Tamaso Mioto e Vera Maria Ribeiro Nogueira
7. O Trabalho nos Serviços de Saúde e a Inserção dos(as) Assistentes Sociais
Maria Dalva Horácio da Costa
8. A Formação dos Trabalhadores Sociais no Contexto Neoliberal. O Projeto das Residências em Saúde da Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Juiz de Fora
Ana M. Arreguy Mourão, Ana M. C. Amoroso Lima, Auta I. Stephan-Souza, Leda, M. Leal de Oliveira
3ª Parte: Pesquisa e Sistematização do Trabalho Profissional
1. Orientações Básicas para a Pesquisa
Regina Maria Giffoni Marsiglia
2. Retomando a Temática da “Sistematização da Prática” em Serviço Social

domingo, 22 de abril de 2012

CFESS lança material alusivo ao Dia do/a Assistente Social

A luta pela Educação pública e de qualidade para todos/as é o tema deste ano.
 Baixe as peças e divulgue

Cartaz comemorativo do Dia do/a Assistente Social (arte: Márcia Carnaval)

“Serviço social de olhos abertos para a Educação: ensino público e de qualidade é direito de todos/as”. Este é o tema das comemorações do Dia do/a Assistente Social de 2012, celebrado em 15 de maio. A ideia é fortalecer as lutas do Conjunto CFESS-CRESS em defesa de uma Política de Educação que ofereça ensino público, presencial, laico e de qualidade, em todos os níveis, para todos/as os/as brasileiros/as.

Em maio, os CRESS e Seccionais organizam eventos comemorativos em todas as regiões do país, e os materiais gráficos e audiovisuais são fundamentais para divulgação da data e visibilidade da profissão.

Além das peças normalmente produzidas, como cartaz, marcador de página, adesivo, outdoor e busdoor (mídia em ônibus), enviados para os CRESS e Seccionais fazerem a distribuição e divulgação, a novidade este ano é a criação de um spot para ser veiculado em rádios de todo o Brasil. Além disso, está sendo preparado um VT de 15 segundos, para ser veiculado em televisão aberta.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

RESUMO E QUESTÕES SOBRE O LIVRO POLÍTICA SOCIAL DE ELAINE BEHRING E IVANETE BOSCHETTI,



Política Social e a difícil coexistência entre a universalidade e hegemonia neoliberal


O ambiente social hoje é cada vez mais ideologicamente individualista, consumista e hedonista ao extremo. A tendência geral tem sido a de restrição e redução de direitos, transformando as políticas sociais em compensação em períodos de crises, prevalecendo o trinômio articulado do ideal neoliberal para as políticas sociais: a privatização, a focalização e a descentralização.

A particularidade do Brasil é bastante complexa, onde a heterônoma e o conservadorismo político se combinam para delinear um projeto antidemocrático e antipopular por parte das classes dominantes, a política social, assim, ocupando um papel secundário.

É evidente que o Brasil passa por um processo de “americanização perversa”, sendo aqui temos um estado de mal-estar. Um exemplo de seguridade social universal é o SUS, porem que padece por falta de recursos. A assistência social é a política que mais vem sofrendo para se materializar como política pública.

Algo que torna o processo mais complicado, é o incentivo da burguesia, e consequentemente do Estado, para o fortalecimento do chamado “terceiro setor”, o que significa um retrocesso histórico, reforçando práticas tradicionais e tão conhecidas na sociedade brasileira, como o clientelismo e o favor


Fundo público e política social: financiamento e alocação de recursos

A política social como um mecanismo compensatório que não alteram profundamente a estrutura da desigualdades sociais. Recursos que poderiam contribuir para a ampliação do sistema de seguridade social, vem sendo utilizado, principalmente, para gerar o superávit primário.

Assim, um dos grandes vilões do orçamento da Seguridade Social e das contas públicas em geral, no contexto brasileiro, é justamente esse mecanismo do superávit primário, que foi instituído após o acordo com o FMI, em 1998, tornando assim cada vez mais o Estado mínimo para o social e máximo para o capital. O Brasil em 2005 pagou quatro vezes mais dívidas do que o que foi gasto na saúde, e dez vezes mais do que os recursos aplicados na assistência social, e mesmo num governo que se diz de centro-esquerda hoje, a situação não mudou.

A cada dia, o limite do capital é o próprio capital, e juntamente com a ofensiva neoliberal está sucumbindo a democracia e o sentido de igualdade, que essa sociedade “diz” ter, é um projeto ainda não realizado. Ou seja, a sociedade capitalista cada vez mais é um “banquete dos ricos”, em prol da elite da classe dominante, capturando o Estado, e fazendo da política social uma “coleira” na classe trabalhadora. A burguesia “entrega os anéis para não perderem os dedos”, o que nos mostra que a crítica e teoria de Marx pode ser utilizada ainda hoje.

Paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade".

Ortodoxo - Diz-se que é ortodoxo aquela pessoa que é clássica ou tradicional em suas crenças e idéias, também poderíamos entender, forçando um pouco a barra, como conservador. Quanto à ortodoxia é exatamente a atitude da pessoa que se detém nos princípios rígidos de uma doutrina conservadora. Para ilustrar a sua idéia, ortodoxia se opõe a ortopráxis. A ortodoxia seria a conservação de doutrinas e a ortopráxis se detém nas práticas inovadoras.

O hedonista, vem do grego hedoné, que significa prazer. Doutrina que considera que o prazer individual e imediato é o único bem possível, princípio e fim da vida moral. O Hedonismo é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.

O significado do termo em linguagem comum, bastante diverso do significado original, surgiu no iluminismo e designa uma atitude de vida voltada para a busca egoísta de prazeres materiais. Com esse sentido, "hedonismo" é usado de maneira pejorativa, visto normalmente como sinal de decadência.


Filantropia: Os donativos a organizacional humanitárias, pessoas, comunidades, ou o trabalho para ajudar os demais, direta ou través de organizações não governamentais sem fins lucrativos, assim como o trabalho voluntário para apoiar instituições que têm o propósito específico de ajudar os seres vivos e melhorar as suas vidas, são considerados atos filantrópicos. A filantropia também pode ser vista limitadamente como a ação de doar dinheiro ou outros bens a favor de instituições ou pessoas que desenvolvam atividades de mérito social. É encarada por muitos como uma forma de ajudar e guiar o desenvolvimento e a mudança social, sem recorrer à intervenção estatal,

O superávit primário é o resultado positivo das contas públicas, excluindo a rubrica juros. Esses recursos são usados para o pagamento dos juros e, quando superiores a eles, são usados para a quitação de parte das dívidas. Nesse caso, temos um exemplo de superávit nominal, o que tende a reduzir o montante da dívida pública.

Outorgar: Consentir em; aprovar. Dar, conceder. Conferir (mandato).

Perdulário: Gastador, esbanjador.

Heteronomia: Condição de pessoa ou grupo que recebe de outrem a lei a que se deve submeter.

1- 1. A contra-reforma neoliberal e a política social

As autoras abordam nesse item a contradição da política social no sistema, que de um lado traz o direito, mas de outro reproduz o sistema, e até tem um certo poder de alienação. E também sobre o reformismo e os “revolucionários”. Que o neoliberalismo cada vez mais está ofensivo e dividindo a esquerda, privatizando e desmobilizando de certa forma os movimentos sociais.



2. Política Social e a difícil coexistência entre universalidade e hegemonia neoliberal

As autoras abordam sobre as tendências da política social na sociedade hoje, que cada vez mais tende para a restrição e redução de direitos, e com a ofensiva neoliberal do trinômio de privatização, focalização e descentralização. Abordam também sobre o papel político e econômico do “terceiro setor” ou da “sociedade civil”, fortalecendo o clientelismo e favor.


3. Fundo público e política social: financiamento e alocação de recursos

Nesse item as autoras abordam sobre o caráter compensatório das políticas sociais, que não alteram a estrutura das desigualdades sociais. Abordam algo que é uma vergonha ao nosso país, sobre a cobrança de impostos, onde os trabalhadores pagam o dobro em relação aos proprietários das empresas, reforçando que a elite tende a cada vez ficar mais no topo da sociedade capitalista. E outro tema central que vale destacar é sobre os vilões do Orçamento da Seguridade Social, que é o mecanismo do Superávit primário.

4. Controle democrático na política social

As autoras começam abordando que no Brasil a democracia sempre foi mais exceção que regra, e chegam até a fazer uma crítica espetacular a “falsa democracia”, que nasceu na perspectiva de eliminar o poder invisível, uma máscara nas ações do governo. Outro ponto que vale ressaltar é a colocação do corte nos gastos sociais para o Superávit Primário, e que a democracia, nem ela, poderia ficar imune em tempos de barbárie, até ela está em prol do sistema. E em relação a sociedade brasileira as autoras colocam em ressalva a alienação da sociedade brasileira, com seu romantismo, fé, que deus é brasileiro e que somos o país do futuro, e que pequenas frases como essas virão jargão na boca do povo, que reproduz sem nem saber porque, e que temos um cultura política fortemente antidemocrática, e dos padrões da nossa sociedade, que deve ser bem comportada, seguindo os ditos do conservadorismo, um grande exemplo é o lema da nossa bandeira: ORDEM E PROGRESSO.


5. Expressões da questão social e política social no Brasil

As autoras mostram dados incríveis sobre a desigualdade da nossa sociedade. E mostra algo que as vezes nos esquecemos, que a violência vem de cima. E que a política social no capitalismo monopolista não é capaz de reverter a situação, e que muito menos é a sua função. Porém que é de extrema importância levar as políticas sociais para a agenda de luta da classe trabalhadora e de todos os que tem compromisso com a emancipação política e humana.

2- Para Netto, o Projeto ético-político do Serviço Social brasileiro é um conjunto de

Valores que legitimam socialmente, e priorizam seus objetivos e funções, formulam os requisitos (teóricos, institucionais e práticos) para o seu exercício, prescrevem normas para o comportamento dos profissionais e estabelecem balizas de sua relação com os usuários de seus serviços, com as outras profissões e com as organizações e instituições sociais (1999:95)

É um processo construído nas últimas três décadas, estando seus valores e pilares definidos no Código de Ética Profissional, na Lei de Regulamentação da Profissão e nas Diretrizes Curriculares aprovadas pela ABEPSS em 1996. E vêm orientando a atuação do Serviço Social na sua formação e no exercício profissional.


3- As autoras Elaine Behring e Ivanete Boschetti são bastante didáticas, claras e objetivas. Por mais que fique em dúvida em uma frase, a próxima te esclarece. Mas tivemos algumas dificuldades de compreensão. Na página 151 diz: “Com essa formulação, ele recusava duas ideias caras ao marxismo-lenismo mais vulgar: a “revolução por etapas” e o “socialismo num só país””. Isso não ficou claro para nós. Outra dúvida foi sobre as Considerações finais, não entendemos bem, o que dificultou em uma resposta mais completa da questão 4. Mas o capítulo 5 é espetacular, muito rico em teorias e esclarecimentos fantásticos, o posicionamento delas é incrível e bem argumentado, sendo o melhor capítulo do livro, que Sá, o melhor texto das autoras.
 

6.1- Quais as tendências da Política Social na lógica neoliberal?


As tendências tem sido a de restrição e redução de direitos, em alguns países – dependendo da correlação de forças entre as classes – como uma mera compensação diante a crise. Prevalecendo assim o trinômio articulado do ideal neoliberal para as políticas sócias: a privatização, a focalização e a descentralização. O que vale ressaltar é a transferência da responsabilidade da Federação para iniciativas privadas. E vale afirmar a triagem que se faz para com os usuários da política social, com uma “discriminação positiva”.

6.2- Quem é um dos grandes vilões do Orçamento da Seguridade social e das contas públicas em geral? 

Levando em conta o contexto do duro ajuste fiscal brasileiro, é o mecanismo do superávit primário, que foi instituído após o acordo com o FMI em 1998. O volume de recursos detidos para a formação do superávit primário tem sido muito maior do que os gastos nas políticas de seguridade social, com exceção da previdência social. Enquanto se acumula com vistas de garantir o capital financeiro as dívidas sociais só aumentam no Brasil. Só em pagamentos de juros de dívidas é 20 vezes maior que os recursos destinados a políticas da assistência social.


6.3- Qual a relação da democracia no capitalismo e principalmente na ideologia neoliberal no Brasil? 

A “democracia” nasceu com a perspectiva de eliminar o poder invisível. Um exemplo claro disso é o corte de gastos sociais em função do superávit primário. E até mesmo a democracia, o governo do povo, não poderia ficar imune, isolada em tempos de barbárie, que é hoje a sociedade capitalista. O que acontece no Brasil, é que a elite da classe dominante bloqueia com eficácia a esfera pública de ações sociais. Fatos que são “mascarados” pela ideologia de sermos uma nação abençoada, do futuro e que Deus é nosso conterrâneo, de Belém do Pará. Transformando nossos problemas em coisas naturais, falando com um português com açúcar, e da produção de leis, mas de não implementação destas. O capitalismo eleva a democracia, mas apenas para obliterá-la. Evoca a noção de liberdade, mas não a pode manter. Dá conforto material a população, para em seguida, acorrentá-la. O fato é que não existe democracia. Pois não é possível existir democracia na ditadura do capital. A primeira mentira que nos contam é que o poder é concedido por nós, uma tentativa barata de jogar a culpa no povo. Já que os governantes escolhidos são de responsabilidade popular, as conseqüências deste regime também o serão. Como o resultado nunca é o esperado, cria-se a ilusão de que na próxima eleição tudo será diferente.

6.4- No texto, fala sobre um termo que Yazbek (1993 e 2000) denomina de refilantropização das políticas sociais, o que isso significa?

É uma precipitada “volta ao passado”, mas sem se esgotar as políticas públicas na forma constitucional. É um reforço e fortalecimento dos esquemas tradicionais de poder, como práticas de clientelismo, nepotismo e favor. Hoje, o sistema capitalista “apela” ao “terceiro setor” ou á “sociedade civil”, ou seja, um retrocesso histórico. O chamado “terceiro setor” nesse sentido, acaba não complementando, mas sendo uma “alternativa eficaz”, poupando os gastos do Estado, para ser injetado mais capital na Economia, e levando em consideração também que muitos “terceiro setor” servem como lavagem de dinheiro ou para status, um primeiro-damismo.
 

6.5- Qual a visão das autoras com relação a Política Social no Capitalismo Monopolista?

Segundo Behring e Boschetti, a política social no contexto do capitalismo maduro é que esta não é capaz de reverter o quadro que esse traz a sociedade, e nem é esta sua função. Porém não significa que temos que abandonar a luta dos trabalhadores para implementação das políticas sociais, pois isso é tarefa dos que tem compromisso com a emancipação humana e política, tendo em vista elevar o padrão de vida das maiorias e suscitar necessidades mais profundas e radicais. E debater a ampliação dos direitos e políticas sociais é fundamental, por que engendra a disputa pelo fundo público e envolve necessidades básicas de milhões de pessoas e impacta nas suas condições de vida e trabalho e implica uma discussão coletiva, socialização da política e organização dos sujeitos políticos.

sábado, 24 de março de 2012

Confira as novidades do site do Conselho Federal de Serviço Social

MAILING CFESS
Brasília, 23 de março de 2012

Em defesa da população em situação de rua

CFESS participa do 1º Congresso do Movimento Nacional da População de Rua e lança manifesto
Nos últimos dias, a mídia brasileira tem noticiado crimes bárbaros contra pessoas em situação de rua pelo Brasil.Este foi um dos temas debatidos no 1º Congresso do Movimento Nacional de População de Rua, realizado em Salvador (BA) nos dias 19, 20 e 21 de março. Com o tema “Protagonizando histórias e garantindo direitos”, o evento contou com cerca de 300 participantes, representando diversos estados brasileiros, sendo a maioria de pessoas em situação ou com trajetória de rua. O CFESS esteve presente, representado pela conselheira Lucia Lopes. Saiba o que foi discutido


Dia Mundial de Serviço Social

Veja a mensagem da Federação Internacional de Trabalhadores Sociais
O Dia Mundial do Serviço Social, instituído pela Federação Internacional de Trabalhadores Sociais (FITS), é celebrado sempre na terceira terça-feira de março. "É a oportunidade anual para todas as organizações de Serviço Social darem visibilidade ao papel significativo do Trabalho Social e dos/as trabalhadores/as em todo mundo", diz o site da FITS neste 20 de março, afirmando que assistentes sociais de todo o mundo são pautados pelos princípios da justiça social e direitos humanos. Veja a mensagem completa


CFESS na estrada: agora na Paraíba e no Rio Grande do Norte

CRESS recebem visitas e debatem estratégias para o fortalecimento do Conjunto
Em prosseguimento aos encontros com as diretorias dos CRESS e Seccionais, o Conselho Federal foi até João Pessoa (PB) e Natal (RN), para discutir os principais desafios dos regionais e construir estratégias de ação, em conjunto com a gestão do CFESS Tempo de Luta e Resistência. As reuniões ocorreram de 16 a 19 de março. Leia a matéria na íntegra




CFESS debate o direito à cidade com movimentos sociais

Conselho Federal participa do Encontro Nacional do Fórum da Reforma Urbana
O Conselho Federal marcou presença no Encontro Nacional do Fórum Nacional da Reforma Urbana (FNRU) nos dias 15, 16 e 17 de março, em São Paulo (SP), com a participação da assistente social Tânia Diniz, que é representante do CFESS no FNRU. O evento foi organizado pela coordenação do Fórum e ocorre a cada dois anos, reunindo movimentos sociais e diferentes sujeitos políticos para debater sobre o direito à cidade. Confira



Vem aí o 6º Congresso Nacional de Serviço Social em Saúde
CFESS estará presente no evento, em São José dos Campos (SP), em abril
De 11 a 13 de abril, a USP, a UNESP e a Unicamp realizarão o 6º Congresso Nacional de Serviço Social em Saúde (CONASSS), em São José dos Campos (SP). O evento, que terá a participação do CFESS, abordará temáticas como "movimentos sociais e controle social na saúde", "saúde mental", "serviço social e seguridade social", "desafios da intervenção profissional na perspectiva de direitos humanos", entre outros. Veja como participar


Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Tempo de Luta e Resistência – 2011/2014
Comissão de Comunicação

quarta-feira, 7 de março de 2012

8 DE MARÇO É DA MULHER

História

8 DE MARÇO É DA MULHER

As mulheres do Século XVIII eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, está intimamente ligado aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres e sociedades mais justas e igualitárias. É a partir da Revolução Industrial, em 1789, que estas reivindicações tomam maior vulto com a exigência de melhores condições de trabalho, acesso à cultura e igualdade entre os sexos. As operárias desta época eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais.

Dentro deste contexto, 129 tecelãs da fábrica de tecidos Cotton, de Nova Iorque, decidiram paralisar seus trabalhos, reivindicando o direito à jornada de 10 horas. Era 8 de março de 1857, data da primeira greve norte-americana conduzida somente por mulheres. A polícia reprimiu violentamente a manifestação fazendo com que as operárias refugiassem-se dentro da fábrica. Os donos da empresa, junto com os policiais, trancaram-nas no local e atearam fogo, matando carbonizadas todas as tecelãs.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, foi proposto que o dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às operárias de Nova Iorque. A partir de então esta data começou a ser comemorada no mundo inteiro como homenagem as mulheres.

Mulher
Ilsa da Luz Barbosa
Você que busca no dia a dia sua
independência, sua liberdade, sua
identidade própria;

Você que luta profissional e
emocionalmente, para ser
valorizada e compreendida;

Você que a cada momento tenta ser a
companheira, a amiga, a "rainha do lar";

Você que batalha incansavelmente por seus
próprios direitos e também por um mundo
mais justo e por uma sociedade sem
violências;

Você que resiste aos sarcasmos daqueles
que a chamam de, pejorativamente, de
feminista liberal e que já ocupa um
espaço na fábrica, na escola, na
empresa e na política;

Você, eu, nós que temos a capacidade de
gerar outro ser, temos também o dever de
gerar alternativas para que a nossa Ação
criadora, realmente ajude
outras
mulheres a conquistarem
a liberdade de Ser...