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quarta-feira, 6 de março de 2013

Livro Serviço Social: Direitos Sociais e Competências Profissionais.


SERVICO SOCIAL DIREITOS SOCIAIS E COMPE 1308446318P Coletânea "Direitos Sociais e Competências Profissionais em Serviço Social"…1_-_Texto-base_I.pdf




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5_-_Texto-base_V.pdf




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6_-_Texto-base_VI.pdf




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Texto_introdutorio_-_Marilda_Iamamoto.pdf
Anexos (6)




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Disciplina 5_8 Eunice_Favero.pdf




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Disciplina_5_1_Regina_Celia_Mioto.pdf




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Disciplina_5_3_Maurilio_Castro_de_Mattos.pdf




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Disciplina_5_4_Yolanda_Elisa.pdf




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Disciplina_5_5_Joaquina_Barata.pdf




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Disciplina_5_6_Ivanete_Boschetti.pdf
Anexos (4)




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Disciplina_5_7_Franci_Gomes_Marina_Maciel.pdf




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Disciplina_5_9Ney_Luiz_Teixeira.pdf




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Disciplina_5_10Berenice_Rojas.pdf




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Disciplina_6_2_Yolanda_Guerra.pdf
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sábado, 19 de janeiro de 2013

I Congresso de Assistentes Sociais do Estado do Rio de Janeiro

Grande Evento


Dias 14 e 15 de maio.
 Inscrições de trabalho até 17 de março.
As inscrições abertas

 
 
O CRESS-RJ realizará, no mês de maio, um congresso de assistentes sociais, como evento preparatório para o CBAS (Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais). O I Congresso de Assistentes Sociais do Estado do Rio de Janeiro acontecerá nos dias 14 e 15 de maio, na UERJ.

Profissionais e estudantes de Serviço Social poderão inscrever seus trabalhos até o dia 8 de março. Os trabalhos selecionados serão apresentados oralmente e publicados em meio digital. Em cada sessão temática será sorteado um trabalho para receber ajuda de custo do CRESS-RJ para participação no CBAS.
 
 

As inscrições custarão 30 reais para graduados e 15 reais para graduandos.
 
 

Programação:
 

Dia 14/5 – manhã: abertura e mesa: A defesa do projeto ético-político do Serviço Social diante da crise do capital e das políticas sociais: competências, atribuições privativas e o papel das resoluções do Conjunto CFESS/CRESS

Tarde: apresentação de trabalhos
 

Dia 15/5 – manhã: apresentação de trabalhos

Tarde: mesa: Condições de trabalho na contemporaneidade, exercício profissional e o significado ético-político do sigilo profissional

Encerramento e confraternização.


 
 
NORMAS PARA ENVIO DE TRABALHOS


1. O prazo para inscrição de trabalhos é 08 de março de 2013 até as 23h59 (horário de Brasília).
 
 

2. Os trabalhos deverão ser inéditos e poderão ter até dez autores.
 
 

2.1. Cada autor poderá inscrever um trabalho, seja ele individual ou coletivo.

2.2. Os trabalhos serão enviados pelo e-mail congresso.trabalhos@cressrj.org.br e deverão conter, em três arquivos, todos em PDF, separados:

a) o arquivo 1, denominado folha de rosto, que deverá conter, nesta ordem:

a.1) título do trabalho

a.2) nome(s) completo(s) de autor(es)

a.3) instituição(ões)

a.4) sessão temática na qual pretende(m) apresentar o trabalho

a.5) identificação de cada autor (se profissional ou estudante, de Serviço Social ou outra área de conhecimento)

a.6) telefone

a.7) e-mail
 
 

ATENÇÃO:
 
Os trabalhos que tiverem qualquer forma de identificação do autor e estiverem fora do limite de páginas estabelecido serão automaticamente recusados.

b) o arquivo 2, denominado conteúdo do trabalho, que deverá respeitar os seguintes critérios:

b.1) respeitar as normas vigentes da ABNT;

b.2) ter entre 5 e 10 laudas (incluindo ilustrações, gráficos, tabelas – se houver - e referências bibliográficas citadas no trabalho), papel A4 com letra arial 11, margens superior e esquerda 3, inferior e direita 2, espaço 1,5 entrelinhas e justificado;

b.3) para citações de mais de três linhas, afastamento de 4,0 cm, espaço simples, fonte arial, tamanho 9;

b.4) para notas de rodapé, espaço simples, fonte times new roman, tamanho 9, justificado;

b.5) a primeira página do texto deverá incluir, de forma centralizada, o título do trabalho em letra maiúscula e negrito, o RESUMO de até uma lauda, com a indicação de três palavras-chave.

c) o arquivo 3, denominado íntegra do trabalho, contendo os conteúdos dos dois arquivos anteriores.
 


3. Publicação e apresentação
 

3.1) Trabalhos só serão publicados, em formato de CDROM, se ao menos um autor estiver inscrito no Congresso. No que se refere a autores graduados em Serviço Social (independentemente de sua inscrição no evento), é necessário, ainda, estar em dia com as anuidades do CRESS até o ano de 2012, exceto para desempregados.

3.2) Os trabalhos aprovados não passarão por revisão gramatical e ortográfica para publicação.

3.3) A dinâmica de apresentação dos trabalhos será definida pela comissão organizadora. Data, local e horário de apresentação serão divulgados pelo site do Conselho Regional de Serviço Social.

 
 

4. Avaliação dos trabalhos
 

A avaliação seguirá os seguintes critérios:
 



Relação com Temática
Pertinência do trabalho em relação ao eixo temático proposto
Qualidade lingüística
Uso adequado do idioma
Clareza na linguagem
Encadeamento lógico das ideias
Conteúdo
Fundamentação teórico-metodológica
Contribuição para a formação e o trabalho profissional do assistente social
Problematização do tema e consistência analítica
Forma
Adequação do trabalho às normas especificadas para apresentação dos trabalhos
 
 
 
5. Ajuda de custo para participação no CBAS
No sentido de contribuir para a apresentação da produção teórica de assistentes sociais do Estado do Rio de Janeiro no 14º CBAS, em todas as sessões temáticas será efetuado sorteio de uma ajuda de custo. Os critérios serão divulgados no início de cada sessão temática.
 
 
 
CBAS será em outubro, em Águas de Lindóia
O 14º Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais (CBAS) acontecerá entre os dias 14 e 18 de outubro, na cidade de Águas de Lindóia, São Paulo com o tema "Impactos da crise do capital nas políticas sociais e no trabalho do/a assistente social".
 
As inscrições podem ser feitas a partir de 31 de janeiro 2013 e custam 460 reais para profissionais e 165 reais para estudantes
 
O prazo para envio de trabalhos é dia 10 de abril de 2013.
 
Para saber mais sobre o CBAS, acesse a página do Congresso.
 
 
 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Feliz Natal e um 2013 com muita luz.



Quero agradecer a todos os seguidores e os visitantes desse blog,
 que não é só meu e sim nosso.
Que em 2013 seja tudo de bom.


mensagens de natal para facebook e redes sociais

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

CFESS lança a Agenda 2013 da categoria

 
Publicação aborda a participação de assistentes sociais em movimentos sociais. Exemplares começam a ser vendidos a partir da próxima semana, somente nos CRESS e Seccionais.
          

Agenda 2013 aborda a articulação de assistentes sociais com movimentos sociais (foto: Rafael Werkema)


Sem movimento não há liberdade. Este é o título da Agenda Assistente Social 2013, que começa a ser vendida nos CRESS e Seccionais de Base a partir da próxima semana em todo o Brasil.

A nova edição se concentra na necessária articulação da categoria com os movimentos sociais no cotidiano profissional e reúne depoimentos de assistentes sociais que participam desses movimentos. Além disso, traz dados estatísticos da desigualdade social no Brasil e apresenta também conteúdo poético e sugestões de filmes voltados ao tema central, mantendo sua proposta de ser um espaço de interlocução e formação da categoria.

"As poesias foram devidamente pensadas para aguçar nossa sensibilidade para a reflexão sobre este tempo, em que a violação dos direitos humanos é uma ordem. Os dados apresentados revelam a desigualdade social no Brasil e no mundo. Pela força da poesia e da arte em toda sua profusão criadora, a Agenda Assistente Social 2013 nos convida à reflexão sobre a necessidade histórica de continuarmos, mais do que antes, na luta anticapitalista", diz o texto de contracapa da publicação, que teve seu título retirado da Campanha de Gestão do Conjunto CFESS-CRESS (2011-2014), porque faz um chamado à luta em defesa dos direitos humanos, em defesa da igualdade real na vida cotidiana, da liberdade, da justiça e da diversidade humana.

"Como a nossa própria agenda diz, sem movimento das forças de esquerda, que lutam pela emancipação humana, não há liberdade. Sem movimento de assistentes sociais, em busca de combater preconceitos e discriminação no cotidiano profissional, não há liberdade. Somente em movimento coletivo é que os sujeitos, que lutam no campo da esquerda, podem construir alternativas históricas de liberdade", reforçou a presidente do CFESS e coordenadora da Comissão de Comunicação, Sâmya Ramos.

Como e onde adquirir
A Agenda Assistente Social 2013 está sendo vendida em dois modelos: a convencional ou standard (formato 13x20cm, 382 páginas em papel amarelado, capa dura, marcador de página, porta-documento e espiral); e de bolso (formato 17x8cm, 160 páginas em papel amarelado, capa dura, marcador de página e espiral). O projeto gráfico é exclusivo da publicação, com ilustrações não só nas divisórias, mas em todo o miolo do material, e tem a intenção de dialogar com o tema e provocar reflexões da categoria sobre os movimentos sociais abordados.

Considerando os custos com a produção e a impressão das agendas 2013, o preço das agendas será de:
- R$ 20,00 (vinte reais) para a agenda convencional
- R$ 12,00 (doze reais) para agenda de bolso

A edição é limitada, sendo que foram produzidos 4.500 exemplares do modelo convencional e 2.000 do modelo de bolso.

As agendas serão vendidas somente nos CRESS e Seccionais de base, a partir da próxima semana. Veja aqui a lista dos Regionais e entre em contato com o CRESS mais próximo de você.

Veja mais imagens da Agenda Assistente Social 2013

Em cada divisória, há uma ilustração e um texto abordando determinado movimento social (foto: Rafael Werkema)



O miolo também traz diversas ilustrações que acompanham poesias, sugestões de filmes, dados que refletem a questão social no Brasil e diálogos com a categoria (foto: Rafael Werkema)


A publicação mantém suas funcionalidades para uso diário, como caledários, planejamentos e muito mais (foto: Rafael Werkema)


Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Tempo de Luta e Resistência – 2011/2014
Comissão de Comunicação


Rafael Werkema - JP/MG 11732Assessor de Comunicaçãocomunicacao@cfess.org.br
 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Novidades do CFESS - Participe do 14º CBAS

 
 
MAILING CFESS

Brasília, 28 de novembro de 2012

Participe do 14º CBAS: site do evento está disponível
Congresso reunirá profissionais e estudantes de todo o Brasil em outubro de 2013
Entre os dias 14 e 18 de outubro de 2013, a cidade paulista de Águas de Lindóia receberá o mais importante evento do serviço social brasileiro. É o 14º Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais (CBAS), cujo tema será “Impactos da crise do capital nas políticas sociais e no trabalho do/a assistente social”.

Entre no site do evento e saiba como participar








Começa mais uma edição do Ética em Movimento
Curso ocorre em Florianópolis neste ano
Teve início neste sábado (24) a 11ª edição do curso Ética para Agentes Multiplicadores, do Projeto Ética em Movimento do CFESS. A edição de 2012 ocorre em Florianópolis (SC) e reúne conselheiros/as dos CRESS e Seccionais, assistentes sociais de base, que estarão na capital catarinense até o próximo sábado, 1º de dezembro.

Veja a programação completa







Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres
Vamos gritar para dar um basta à discriminação por gênero!
No mundo de desigualdade, toda violação de direitos é violência. Por isso, assistentes sociais em todo o Brasil devem se manifestar e "gritar" contra essa violência, como fez o CFESS no dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Leia a matéria completa divulgada pelo CFESS







Pós-graduação também é alvo da mercantilização

Entidades do Serviço Social Brasileiro, como ABEPSS e CFESS, criticam mestrado profissional. Veja o que mais foi discutido na 13ª edição do ENPESS



Na primeira quinzena de novembro, durante o 13º Encontro Nacional de Pesquisadores em Serviço Social (ENPESS), promovido pela ABEPSS, docentes, discentes e pesquisadores/as assinaram um manifesto de repúdio a mais uma tentativa de mercantilização e precarização do ensino superior público do país: o mestrado profissional.

Confira como foi o Encontro e entenda a crítica ao mestrado profissional

Autoritarismo e desumanização não resolvem o problema das drogas
Posição foi reafirmada em debate no Seminário Álcool e Outras Drogas, realizado em Brasília
O CFESS participou do seminário “Álcool e Outras Drogas: Um desafio para as (os) Profissionais de Saúde”, que foi realizado pelo Fórum de Conselhos Federais de Profissionais da Área da Saúde (FCFAS), conhecido como Conselhinho, no dia 19 de novembro, na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP), em Brasília (DF)."

Veja a cobertura completa







Com racismo não há liberdade
Veja a mensagem do CFESS pelo Dia da Consciência Negra



No último Dia Nacional da Consciência Negra, o CFESS fez um chamado à categoria profissional para bradar: Com racismo não há liberdade. A frase é uma alusão ao slogan "Sem movimento não há liberdade", da campanha de gestão "No mundo de desigualdade, toda violação de direitos é violência".

Leia a mensagem na íntegra







Desafios da atuação no sistema prisional brasileiro em discussão
Seminário abordou o trabalho interdisciplinar na área
O CFESS também participou do debate no Seminário "A atuação interdisciplinar no sistema prisional brasileiro: desafios e perspectivas", realizado no dia 9 de novembro pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), CFESS, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP/MJ) e Departamento Penitenciário Nacional (Depen/MJ). O evento ocorreu em Brasília (DF), na sede do CFP.

Saiba o que foi discutido






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Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Tempo de Luta e Resistência – 2011/2014


       Comissão de Comunicação

Diogo Adjuto - JP/DF 7823
Rafael Werkema - JP/MG 11732
Assessoria de Comunicação
comunicacao@cfess.org.br

 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

PROJETO ÉTICO-POLÍTICO DO SERVIÇO SOCIAL

 


O que é um projeto? Um projeto tem teleologia, indica a direção que uma sociedade, uma categoria constrói para concretizar o que idealizou, o que sonhou e sonha. E por isso podemos diferenciar os projetos societários dos projetos profissionais.

Segundo Netto (1999), os projetos societários aprestam uma imagem de sociedade a ser construída, que reclamam determinados valores para justificá-la e que privilegiam certos meios (materiais e culturais) para concretizá-la. Constituem-se em projetos macroscópicos, para o conjunto da sociedade. São, portanto, projetos de classe.

Os projetos profissionais são coletivos; apresentam a auto-imagem de uma profissão; elegem os valores que a legitimam; delimitam e priorizam seus objetivos e funções; formulam os requisitos (teóricos, institucionais e práticos) para o seu exercício; prescrevem normas para o comportamento dos profissionais; estabelecem as balizas da sua relação com os usuários dos serviços, com as outras profissões e com as organizações e instituições sociais, privadas e públicas; são construídos por um sujeito coletivo – a categoria profissional; e através da sua organização (que envolve os profissionais em atividades, as instituições formadoras, os pesquisadores, os docentes e estudantes da área, seus organismos corporativo e sindicais) que a categoria elabora o seu projeto profissional (NETTO,1999).

O QUE É O PROJETO ÉTICO-POLÍTICO DO SERVIÇO SOCIAL?

É o nosso projeto profissional que foi construído no contexto histórico de transição dos anos 1970 aos 1980, num processo de redemocratização da sociedade brasileira, recusando o conservadorismo profissional presente no Serviço Social brasileiro. Constata-se o seu amadurecimento na década de 1990, período de profundas transformações societárias que afetam a produção, a economia, a política, o Estado, a cultura, o trabalho, marcadas pelo modelo de acumulação flexível (Harvey) e pelo neoliberalismo.

Condições necessárias para desenvolver e aprofundar o projeto ético-político:

Condição política, que teve na luta pela democracia seu principal rebatimento, onde as aspirações democráticas e populares foram incorporadas e intensificadas pelas vanguardas do Serviço Social.

Espaço legitimado na academia, que permitiu a profissão estabelecer fecunda interlocução com as Ciências Sociais e criar e revelar quadros intelectuais respeitados no conjunto da categoria.

Debate sobre a formação profissional, cujo empenho foi dirigido no sentido de adequá-la às novas condições postas, em um marco democrático da questão social. Em suma, a construção de um novo perfil profissional.

No interior da categoria profissional, modalidades prático-interventivas tradicionais foram ressignificadas e novas áreas e campos de intervenção foram emergindo devido, sobretudo, às conquistas dos direitos cívicos e sociais que acompanharam a restauração democrática na sociedade brasileira (práticas interventivas junto a categorias sociais como criança, adolescente, mulheres, e outras.

ESTRUTURA BÁSICA DO PROJETO ÉTICO-POLÍTICO:

Núcleo: reconhecimento da liberdade como valor central
Ø Compromisso com a autonomia, a emancipação e a plena expansão dos indivíduos sociais
Ø Vincula-se a um projeto societário que propõe a construção de uma nova ordem social

Dimensão política: se posiciona m favor da eqüidade e da justiça social, na perspectiva da universalização; a ampliação e consolidação da cidadania. Este projeto se reclama radicalmente democrático – socialização da participação política e socialização da riqueza socilmente produzida.

Do ponto de vista profissional: o projeto implica o compromisso com a competência, cuja base é o aprimoramento profissional – preocupação com a (auto) formação permanente e uma constante postura investigativa.

Usuários: o projeto prioriza uma nova relação sistemática com os usuários dos serviços oferecidos – compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população, a publicização dos recursos institucionais e sobretudo, abrir as decisões institucionais à participação dos usuários.

Articulação com os segmentos de outras categorias profissionais que partilhem de propostas similares e com os movimentos que se solidarizam com a luta geral dos trabalhadores.

COMPONENTES QUE MATERIALIZAM O PROJETO ÉTICO-POLÍTICO:

Dimensão da produção de conhecimento no interior do Serviço Social: é a esfera da sistematização das modalidades práticas da profissão, onde se apresentam os processos reflexivos do fazer profissional.

Dimensão político-organizativo da profissão: fóruns de deliberação e as entidades representativas ( conjunto CFESS/CRESS, ABEPSS e as demais associações político-profissionais, movimento estudantil representado pelo conjunto dos CA’s e DA’s e pela ENESSO). É aqui que são tecidos os traços gerais do projeto, quando são reafirmados (ou não) determinados compromissos e princípios.

Dimensão jurídico-política da profissão: aparato político-jurídico estritamente profissional (Código de Ética Profissional e a Lei de Regulamentação da Profissão – Lei 8.662/93 e as novas Diretrizes Curriculares do MEC; aparato jurídico-político de caráter mais abrangente (conjunto das leis advindas do capítulo da Ordem Social da Constituição Federal de 1988).
 
 

Texto adaptado da Coletânea de Leis – CRESS 17ª Região/ES e do texto de Marcelo Braz Moraes dos Reis (professor da ESS/UFRJ. Conselheiro do CFESS - Gestão 2002-2005/2005-2008, ex-diretor CRESS 7a Região), intitulado “Notas sobre o Projeto Ético Político do Serviço Social”.
 
 
 
 
Fonte: http://cress-es.org.br/projetoetico.htm
 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A Reforma Sanitária e o projeto ético-político do Serviço Social: elementos para o debate

O resumo abaixo, referente a Reforma Sanitária e o marco histórico evolutivo da profissão junto a sua dimensão ética-política no patamar do direito a saúde.
 
 
_______.&MATOS, M. Castro. A Reforma Sanitária e o projeto ético-político do Serviço Social: elementos para o debate. In: BRAVO, M.I.S. et al.(Orgs.). Saúde e Serviço Social. São Paulo: Cortez, Rio de Janeiro: UFRJ,2004, p.25-45.
 
O texto relata a trajetória da Saúde e a sua correlação com o Serviço Social durante cada momento político econômico e social da sociedade brasileira. Que se inicia na década e segue até a atualidade.
 
No primeiro momento os autores relatam o início da política de saúde no Brasil que foi na década de 30 e consolidada de 1945 à 1964 e o surgimento do Serviço Social no Brasil e a sua relação com a saúde e aspectos ideológicos da conjuntura.
 
No período compreendido de 1930 à 1979 tivemos como características essenciais da política de saúde e o serviço social:
 
Política de saúde embasada no setor privado de caráter médica curativa, cheia de burocratização, neste período foi criado o complexo médico-industrial e composto de um atendimento diferenciado à clientela.30 à 45: Surgimento do Serviço Social no Brasil , de influência européia, a saúde já tinha disciplinas incluídas e a área de saúde ainda não era o lócus da maioria dos profissionais.
Tendo como intervenção as campanhas sanitárias, combate endemias e criação dos IAPs, até os anos 60.Devido a expansão capitalista que acarretou necessidades e pós guerra, o Serviço Social recebe a partir de 45 influência norte americana. A área de saúde absorveu muitos profissionais em decorrência do novo conceito de saúde de 48 da OMS onde amplia a abrangência deste e enfoca os aspectos biopsicossocias dos indivíduos, além de ênfases no trabalho em equipe multidisciplinar. “O assistente social enfatizou a prática educativa com intervenção normativa no modo de vida da “clientela” com relação aos hábitos de higiene e saúde, e atuou nos programas prioritários estabelecidos pelas normatizações da política de saúde” (p.29).
Consolidação da Política Nacional de Saúde, esta por sua vez tida como excludente e seletiva por não ser universal.Os assistentes sociais trabalhavam nos hospitais como mediadores entre instituição e população, com a finalidade de viabilizar o acesso aos serviços e benefícios à população usuária. E para tal dispunhas de metodologia como plantão social, triagem, encaminhamento, concessão de benefícios e orientação previdenciária. Ações no âmbito curativo hospitalar e de participação individual. Na dec. de 60 começa a surgir que4stionamentos de alguns assistentes sociais quanto ao conservadorismo da profissão. “ Esse processo de crítica foi abortado pelo golpe militar de 64, com a neutralização dos protagonistas sócio-políticos comprometidos com a democratização da sociedade e do Estado.” (p.31).
Após 64 – “O Estado vai intervir na questão social por meio do binômio repressão-assistência, burocratizando e modernizando a máquina estatal com a finalidade de aumentar o poder de regulação sobre a sociedade, de reduzir as tensões sociais e de conseguir legitimiade para o regime.” (p. 27).Difusão pelo CBCISS da “ perspectiva modernizadora”. O Serviço Social foi adequado às exigências da ditadura com o propósito de ser “integrador no processo de desenvolvimento”, “sedimentando sua ação na prática curativa”, “psicologização das relações sociais”, além da burocracia e na concessão de benefícios.
  • 1974- “ Política de saúde, neste período, enfrentou permanente tensão entre os interesses dos setores estatal e empresarial e a emergência do movimento sanitário”. (p.27).
  • 1974-1979: A categoria se organiza em busca de um novo paradigma à luz da teoria marxista que deste 65 vem debatendo a respeito do Movimento de Reconceituação, todavia ainda orientado pela visão “modernizadora”. Há uma presente abordagem da planificação da saúde, participação em comunidades e o debate do Movimento Sanitário.
 
Na redemocratização política (dec. 80) a sociedade brasileira passa por um reboliço de mobilização política e em específico o movimento na saúde coletiva, além de debates em torno da vertente marxista sobre as políticas sociais e o Estado. Considerado como marco histórico da política de saúde brasileira, a 8º Conferência Nacional de Saúde (1986), onde foram discutidos os aspectos de suma importância de um modelo de saúde, ou seja, uma Reforma Sanitária. Em 1988 é estabelecida a Constituição Cidadã que determina de mais importante é que a Saúde: É um direito de todos e dever do Estado. “E estatuem a integração dos serviços de saúde de forma regionalizada e hierárquica, constituindo um sistema único” (p.33). Além disso, a Saúde é tida com um dos tripés da Seguridade Social que é composta também pela Assistência Social e Previdência Social. O Serviço Social neste cenário de reformulação de saúde, também passa por revisão, do tradicional à renovação. Os autores alegam que neste período, principalmente dentro das Universidades, para o Serviço Social “significa o início da maturidade da tendência atualmente hegemônica na academia e nas entidades representativas da categoria-intenção de ruptura- e, com isso, a interlocução real com a tradição marxista.” (p.34) E apesar dessa vertente de ruptura , há uma lacuna no fazer profissional que repercute até hoje.
 
Chega-se a década de 90 e o que se tem é o modelo político-econômico do neoliberalismo e suas vertentes ideológicas que ferem aos princípios do Movimento de Reforma Sanitária, pois nesta conjuntura o Estado é posto como um garantidor de mínimos “aos que não podem pagar, ficando para o setor privado o atendimento aos cidadãos consumidores”. (p.35-36), ou seja, uma desresponsabilização do Estado aos direitos sociais. E nessa dicotomia entre os projetos de Reforma Sanitária e o Neoliberal, as demandas do Serviço Social também se tornam antagônicas, pois o privatista requisita o assistente social para reforçar a ideologia e manutenção de um assistencialismo, focalização das políticas, aconselhamentos, abordagem individual, etc. Já as demandas do projeto de Reforma Sanitária visa “ democratização de acesso ás unidades e aos serviços de saúde coma realidade, interdisciplinaridade, ênfase nas abordagens grupais, acesso democrático às informações e estímulo à participação cidadã.” (p.36).
 
No final do anos 90 o Serviço Social produziu conhecimentos teóricos a partir da reflexão deste na área de saúde. Foram considerados na academia a Reforma Sanitária e o projeto ético-político e controle social na saúde. Nos conselhos: há poucos trabalhos dos assistentes sociais e participação, mas o CFESS “ na arena da saúde, tal qual nas outras áreas das políticas sociais públicas, possui reconhecimento como entidade que tem como estratégia o fortalecimento da política pública, na perspectiva da democratização do Estado e da sociedade brasileira” (p.38). E através dos trabalhos desenvolvidos nos serviços, Vasconcelos(1999) “concluiu que há uma diferença muito grande entre a intenção e o discurso dos Assistentes Sociais e o trabalho desenvolvido.” (p.39), ou seja, vestem a camisa da instituição por cima dos princípios ético-político da categoria. E fica o desafio “de se consolidar a ruptura com o serviço Social tradicional, para tanto se faz necessário fortalecer o projeto de ““intenção de ruptura””, responsável pela construção do atual projeto ético-político profissional e, em especial, avança-lo para os serviços, para o cotidiano de trabalho do assistente social.” (p.40).
 
Os desafios não param, o governo Lula em seu programa de governo aponta a saúde como um direito de grande importância com ênfase nos princípios da Reforma Sanitária, todavia a estrutura econômica hegemônica (projeto privatista) acaba colidindo com este. “O atual governo ora fortalece o primeiro projeto, ora mantém a focalização e o desfinanciamento, característica do segundo projeto” (p.42).
Os autores consideram dentro do Serviço Social em frente a este contexto. (2004,p.42),
Na saúde, onde esse embate claramente se expressa, a crítica ao projeto hegemônico de profissão passa pela reatualização do discurso da cisão entre o estudo teórico e a intervenção, pela descrença na possibilidade da existência de políticas públicas e, sobretudo, na suposta necessidade da contrição de um saber específico na área de saúde, que caminha tanto para a negação da formação original em Serviço Social como deslancha para um trato exclusivo de estudos na perspectiva da divisão clássica da prática médica.
 
O autores também pontuam que é um problema os assistentes sociais em seus estudos na área de saúde perderem o foco de suas atividades e acabarem exercendo outras atividades que não são identificadas com a profissão. O exercício profissional não pode ser reduzido a “questões subjetivas vividas pelo usuário e nem pela defesa de uma suposta particularidade do trabalho desenvolvido pelos assistentes sociais nas diferentes especialidades da medicina”(p.43) pelo contrário, este trabalho precisa estar articulado com de projeto de Reforma Sanitária e com o do da profissão e com isto se obterá uma noção das respostas deste profissional frente aos usuários, além de estar unindo forças com outros segmentos que são a favor do SUS. Em suma, “os assistentes sociais estão desafiados a encarar a defesa da democracia, das políticas públicas e a consubstanciar um trabalho – no cotidiano e na articulação com outros sujeitos que partilhem destes princípios- que faça frente ao projeto neoliberal, já que este macula direitos e conquistas defendidos pelos seus fóruns e pela legislações normativas da profissão.” (p.44-45).