Brasília, 28 de novembro de 2012
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| Participe do 14º CBAS: site do evento está disponível Congresso reunirá profissionais e estudantes de todo o Brasil em outubro de 2013 | |
| Entre os dias 14 e 18 de outubro de 2013, a cidade paulista de Águas de Lindóia receberá o mais importante evento do serviço social brasileiro. É o 14º Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais (CBAS), cujo tema será “Impactos da crise do capital nas políticas sociais e no trabalho do/a assistente social”. Entre no site do evento e saiba como participar | |
| Começa mais uma edição do Ética em Movimento Curso ocorre em Florianópolis neste ano | |
| Teve início neste sábado (24) a 11ª edição do curso Ética para Agentes Multiplicadores, do Projeto Ética em Movimento do CFESS. A edição de 2012 ocorre em Florianópolis (SC) e reúne conselheiros/as dos CRESS e Seccionais, assistentes sociais de base, que estarão na capital catarinense até o próximo sábado, 1º de dezembro. Veja a programação completa | |
| Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres Vamos gritar para dar um basta à discriminação por gênero! | |
| No mundo de desigualdade, toda violação de direitos é violência. Por isso, assistentes sociais em todo o Brasil devem se manifestar e "gritar" contra essa violência, como fez o CFESS no dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. Leia a matéria completa divulgada pelo CFESS | |
| Pós-graduação também é alvo da mercantilização Entidades do Serviço Social Brasileiro, como ABEPSS e CFESS, criticam mestrado profissional. Veja o que mais foi discutido na 13ª edição do ENPESS | |
Na primeira quinzena de novembro, durante o 13º Encontro Nacional de Pesquisadores em Serviço Social (ENPESS), promovido pela ABEPSS, docentes, discentes e pesquisadores/as assinaram um manifesto de repúdio a mais uma tentativa de mercantilização e precarização do ensino superior público do país: o mestrado profissional. Confira como foi o Encontro e entenda a crítica ao mestrado profissional | |
| Autoritarismo e desumanização não resolvem o problema das drogas Posição foi reafirmada em debate no Seminário Álcool e Outras Drogas, realizado em Brasília | |
| O CFESS participou do seminário “Álcool e Outras Drogas: Um desafio para as (os) Profissionais de Saúde”, que foi realizado pelo Fórum de Conselhos Federais de Profissionais da Área da Saúde (FCFAS), conhecido como Conselhinho, no dia 19 de novembro, na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP), em Brasília (DF)." Veja a cobertura completa | |
| Com racismo não há liberdade Veja a mensagem do CFESS pelo Dia da Consciência Negra | |
No último Dia Nacional da Consciência Negra, o CFESS fez um chamado à categoria profissional para bradar: Com racismo não há liberdade. A frase é uma alusão ao slogan "Sem movimento não há liberdade", da campanha de gestão "No mundo de desigualdade, toda violação de direitos é violência". Leia a mensagem na íntegra | |
| Desafios da atuação no sistema prisional brasileiro em discussão Seminário abordou o trabalho interdisciplinar na área | |
| O CFESS também participou do debate no Seminário "A atuação interdisciplinar no sistema prisional brasileiro: desafios e perspectivas", realizado no dia 9 de novembro pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), CFESS, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP/MJ) e Departamento Penitenciário Nacional (Depen/MJ). O evento ocorreu em Brasília (DF), na sede do CFP. Saiba o que foi discutido | |
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Novidades do CFESS - Participe do 14º CBAS
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
PROJETO ÉTICO-POLÍTICO DO SERVIÇO SOCIAL
O que é um projeto? Um projeto tem teleologia, indica a direção que uma sociedade, uma categoria constrói para concretizar o que idealizou, o que sonhou e sonha. E por isso podemos diferenciar os projetos societários dos projetos profissionais.
Segundo Netto (1999), os projetos societários aprestam uma
imagem de sociedade a ser construída, que reclamam determinados valores para
justificá-la e que privilegiam certos meios (materiais e culturais) para
concretizá-la. Constituem-se em projetos macroscópicos, para o conjunto da
sociedade. São, portanto, projetos de classe.
Os projetos profissionais são coletivos; apresentam a
auto-imagem de uma profissão; elegem os valores que a legitimam; delimitam e
priorizam seus objetivos e funções; formulam os requisitos (teóricos,
institucionais e práticos) para o seu exercício; prescrevem normas para o
comportamento dos profissionais; estabelecem as balizas da sua relação com os
usuários dos serviços, com as outras profissões e com as organizações e
instituições sociais, privadas e públicas; são construídos por um sujeito
coletivo – a categoria profissional; e através da sua organização (que envolve
os profissionais em atividades, as instituições formadoras, os pesquisadores, os
docentes e estudantes da área, seus organismos corporativo e sindicais) que a
categoria elabora o seu projeto profissional (NETTO,1999).
O QUE É O PROJETO ÉTICO-POLÍTICO DO SERVIÇO
SOCIAL?
É o nosso projeto profissional que foi construído no contexto
histórico de transição dos anos 1970 aos 1980, num processo de redemocratização
da sociedade brasileira, recusando o conservadorismo profissional presente no
Serviço Social brasileiro. Constata-se o seu amadurecimento na década de 1990,
período de profundas transformações societárias que afetam a produção, a
economia, a política, o Estado, a cultura, o trabalho, marcadas pelo modelo de
acumulação flexível (Harvey) e pelo neoliberalismo.
Condições necessárias para desenvolver e aprofundar o projeto
ético-político:
Condição política, que teve na luta pela democracia seu
principal rebatimento, onde as aspirações democráticas e populares foram
incorporadas e intensificadas pelas vanguardas do Serviço Social.
Espaço legitimado na academia, que permitiu a profissão
estabelecer fecunda interlocução com as Ciências Sociais e criar e revelar
quadros intelectuais respeitados no conjunto da categoria.
Debate sobre a formação profissional, cujo empenho foi dirigido
no sentido de adequá-la às novas condições postas, em um marco democrático da
questão social. Em suma, a construção de um novo perfil profissional.
No interior da categoria profissional, modalidades
prático-interventivas tradicionais foram ressignificadas e novas áreas e campos
de intervenção foram emergindo devido, sobretudo, às conquistas dos direitos
cívicos e sociais que acompanharam a restauração democrática na sociedade
brasileira (práticas interventivas junto a categorias sociais como criança,
adolescente, mulheres, e outras.
ESTRUTURA BÁSICA DO PROJETO ÉTICO-POLÍTICO:
Núcleo: reconhecimento da liberdade como valor central
Ø Compromisso com a autonomia, a emancipação e a plena expansão dos indivíduos sociais
Ø Vincula-se a um projeto societário que propõe a construção de uma nova ordem social
Ø Compromisso com a autonomia, a emancipação e a plena expansão dos indivíduos sociais
Ø Vincula-se a um projeto societário que propõe a construção de uma nova ordem social
Dimensão política: se posiciona m favor da eqüidade e da
justiça social, na perspectiva da universalização; a ampliação e consolidação da
cidadania. Este projeto se reclama radicalmente democrático – socialização da
participação política e socialização da riqueza socilmente produzida.
Do ponto de vista profissional: o projeto implica o compromisso
com a competência, cuja base é o aprimoramento profissional – preocupação com a
(auto) formação permanente e uma constante postura investigativa.
Usuários: o projeto prioriza uma nova relação sistemática com
os usuários dos serviços oferecidos – compromisso com a qualidade dos serviços
prestados à população, a publicização dos recursos institucionais e sobretudo,
abrir as decisões institucionais à participação dos usuários.
Articulação com os segmentos de outras categorias profissionais
que partilhem de propostas similares e com os movimentos que se solidarizam com
a luta geral dos trabalhadores.
COMPONENTES QUE MATERIALIZAM O PROJETO
ÉTICO-POLÍTICO:
Dimensão da produção de conhecimento no interior do Serviço
Social: é a esfera da sistematização das modalidades práticas da profissão, onde
se apresentam os processos reflexivos do fazer profissional.
Dimensão político-organizativo da profissão: fóruns de
deliberação e as entidades representativas ( conjunto CFESS/CRESS, ABEPSS e as
demais associações político-profissionais, movimento estudantil representado
pelo conjunto dos CA’s e DA’s e pela ENESSO). É aqui que são tecidos os traços
gerais do projeto, quando são reafirmados (ou não) determinados compromissos e
princípios.
Dimensão jurídico-política da profissão: aparato
político-jurídico estritamente profissional (Código de Ética Profissional e a
Lei de Regulamentação da Profissão – Lei 8.662/93 e as novas Diretrizes
Curriculares do MEC; aparato jurídico-político de caráter mais abrangente
(conjunto das leis advindas do capítulo da Ordem Social da Constituição Federal
de 1988).
Texto adaptado da Coletânea de Leis – CRESS 17ª Região/ES e do
texto de Marcelo Braz Moraes dos Reis (professor da ESS/UFRJ. Conselheiro do
CFESS - Gestão 2002-2005/2005-2008, ex-diretor CRESS 7a Região), intitulado
“Notas sobre o Projeto Ético Político do Serviço Social”.
Fonte: http://cress-es.org.br/projetoetico.htm
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
A Reforma Sanitária e o projeto ético-político do Serviço Social: elementos para o debate
O resumo abaixo, referente a Reforma Sanitária e o marco histórico evolutivo da profissão junto a sua dimensão ética-política no patamar do direito a saúde.
_______.&MATOS, M. Castro. A Reforma Sanitária e o projeto ético-político do Serviço Social: elementos para o debate. In: BRAVO, M.I.S. et al.(Orgs.). Saúde e Serviço Social. São Paulo: Cortez, Rio de Janeiro: UFRJ,2004, p.25-45.
O texto relata a trajetória da Saúde e a sua correlação com o Serviço Social durante cada momento político econômico e social da sociedade brasileira. Que se inicia na década e segue até a atualidade.
No primeiro momento os autores relatam o início da política de saúde no Brasil que foi na década de 30 e consolidada de 1945 à 1964 e o surgimento do Serviço Social no Brasil e a sua relação com a saúde e aspectos ideológicos da conjuntura.
No período compreendido de 1930 à 1979 tivemos como características essenciais da política de saúde e o serviço social:
| Política de saúde embasada no setor privado de caráter médica curativa, cheia de burocratização, neste período foi criado o complexo médico-industrial e composto de um atendimento diferenciado à clientela. | 30 à 45: Surgimento do Serviço Social no Brasil , de influência européia, a saúde já tinha disciplinas incluídas e a área de saúde ainda não era o lócus da maioria dos profissionais. |
| Tendo como intervenção as campanhas sanitárias, combate endemias e criação dos IAPs, até os anos 60. | Devido a expansão capitalista que acarretou necessidades e pós guerra, o Serviço Social recebe a partir de 45 influência norte americana. A área de saúde absorveu muitos profissionais em decorrência do novo conceito de saúde de 48 da OMS onde amplia a abrangência deste e enfoca os aspectos biopsicossocias dos indivíduos, além de ênfases no trabalho em equipe multidisciplinar. “O assistente social enfatizou a prática educativa com intervenção normativa no modo de vida da “clientela” com relação aos hábitos de higiene e saúde, e atuou nos programas prioritários estabelecidos pelas normatizações da política de saúde” (p.29). |
| Consolidação da Política Nacional de Saúde, esta por sua vez tida como excludente e seletiva por não ser universal. | Os assistentes sociais trabalhavam nos hospitais como mediadores entre instituição e população, com a finalidade de viabilizar o acesso aos serviços e benefícios à população usuária. E para tal dispunhas de metodologia como plantão social, triagem, encaminhamento, concessão de benefícios e orientação previdenciária. Ações no âmbito curativo hospitalar e de participação individual. Na dec. de 60 começa a surgir que4stionamentos de alguns assistentes sociais quanto ao conservadorismo da profissão. “ Esse processo de crítica foi abortado pelo golpe militar de 64, com a neutralização dos protagonistas sócio-políticos comprometidos com a democratização da sociedade e do Estado.” (p.31). |
| Após 64 – “O Estado vai intervir na questão social por meio do binômio repressão-assistência, burocratizando e modernizando a máquina estatal com a finalidade de aumentar o poder de regulação sobre a sociedade, de reduzir as tensões sociais e de conseguir legitimiade para o regime.” (p. 27). | Difusão pelo CBCISS da “ perspectiva modernizadora”. O Serviço Social foi adequado às exigências da ditadura com o propósito de ser “integrador no processo de desenvolvimento”, “sedimentando sua ação na prática curativa”, “psicologização das relações sociais”, além da burocracia e na concessão de benefícios. |
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Na redemocratização política (dec. 80) a sociedade brasileira passa por um reboliço de mobilização política e em específico o movimento na saúde coletiva, além de debates em torno da vertente marxista sobre as políticas sociais e o Estado. Considerado como marco histórico da política de saúde brasileira, a 8º Conferência Nacional de Saúde (1986), onde foram discutidos os aspectos de suma importância de um modelo de saúde, ou seja, uma Reforma Sanitária. Em 1988 é estabelecida a Constituição Cidadã que determina de mais importante é que a Saúde: É um direito de todos e dever do Estado. “E estatuem a integração dos serviços de saúde de forma regionalizada e hierárquica, constituindo um sistema único” (p.33). Além disso, a Saúde é tida com um dos tripés da Seguridade Social que é composta também pela Assistência Social e Previdência Social. O Serviço Social neste cenário de reformulação de saúde, também passa por revisão, do tradicional à renovação. Os autores alegam que neste período, principalmente dentro das Universidades, para o Serviço Social “significa o início da maturidade da tendência atualmente hegemônica na academia e nas entidades representativas da categoria-intenção de ruptura- e, com isso, a interlocução real com a tradição marxista.” (p.34) E apesar dessa vertente de ruptura , há uma lacuna no fazer profissional que repercute até hoje.
Chega-se a década de 90 e o que se tem é o modelo político-econômico do neoliberalismo e suas vertentes ideológicas que ferem aos princípios do Movimento de Reforma Sanitária, pois nesta conjuntura o Estado é posto como um garantidor de mínimos “aos que não podem pagar, ficando para o setor privado o atendimento aos cidadãos consumidores”. (p.35-36), ou seja, uma desresponsabilização do Estado aos direitos sociais. E nessa dicotomia entre os projetos de Reforma Sanitária e o Neoliberal, as demandas do Serviço Social também se tornam antagônicas, pois o privatista requisita o assistente social para reforçar a ideologia e manutenção de um assistencialismo, focalização das políticas, aconselhamentos, abordagem individual, etc. Já as demandas do projeto de Reforma Sanitária visa “ democratização de acesso ás unidades e aos serviços de saúde coma realidade, interdisciplinaridade, ênfase nas abordagens grupais, acesso democrático às informações e estímulo à participação cidadã.” (p.36).
No final do anos 90 o Serviço Social produziu conhecimentos teóricos a partir da reflexão deste na área de saúde. Foram considerados na academia a Reforma Sanitária e o projeto ético-político e controle social na saúde. Nos conselhos: há poucos trabalhos dos assistentes sociais e participação, mas o CFESS “ na arena da saúde, tal qual nas outras áreas das políticas sociais públicas, possui reconhecimento como entidade que tem como estratégia o fortalecimento da política pública, na perspectiva da democratização do Estado e da sociedade brasileira” (p.38). E através dos trabalhos desenvolvidos nos serviços, Vasconcelos(1999) “concluiu que há uma diferença muito grande entre a intenção e o discurso dos Assistentes Sociais e o trabalho desenvolvido.” (p.39), ou seja, vestem a camisa da instituição por cima dos princípios ético-político da categoria. E fica o desafio “de se consolidar a ruptura com o serviço Social tradicional, para tanto se faz necessário fortalecer o projeto de ““intenção de ruptura””, responsável pela construção do atual projeto ético-político profissional e, em especial, avança-lo para os serviços, para o cotidiano de trabalho do assistente social.” (p.40).
Os desafios não param, o governo Lula em seu programa de governo aponta a saúde como um direito de grande importância com ênfase nos princípios da Reforma Sanitária, todavia a estrutura econômica hegemônica (projeto privatista) acaba colidindo com este. “O atual governo ora fortalece o primeiro projeto, ora mantém a focalização e o desfinanciamento, característica do segundo projeto” (p.42).
Os autores consideram dentro do Serviço Social em frente a este contexto. (2004,p.42),
Na saúde, onde esse embate claramente se expressa, a crítica ao projeto hegemônico de profissão passa pela reatualização do discurso da cisão entre o estudo teórico e a intervenção, pela descrença na possibilidade da existência de políticas públicas e, sobretudo, na suposta necessidade da contrição de um saber específico na área de saúde, que caminha tanto para a negação da formação original em Serviço Social como deslancha para um trato exclusivo de estudos na perspectiva da divisão clássica da prática médica.
O autores também pontuam que é um problema os assistentes sociais em seus estudos na área de saúde perderem o foco de suas atividades e acabarem exercendo outras atividades que não são identificadas com a profissão. O exercício profissional não pode ser reduzido a “questões subjetivas vividas pelo usuário e nem pela defesa de uma suposta particularidade do trabalho desenvolvido pelos assistentes sociais nas diferentes especialidades da medicina”(p.43) pelo contrário, este trabalho precisa estar articulado com de projeto de Reforma Sanitária e com o do da profissão e com isto se obterá uma noção das respostas deste profissional frente aos usuários, além de estar unindo forças com outros segmentos que são a favor do SUS. Em suma, “os assistentes sociais estão desafiados a encarar a defesa da democracia, das políticas públicas e a consubstanciar um trabalho – no cotidiano e na articulação com outros sujeitos que partilhem destes princípios- que faça frente ao projeto neoliberal, já que este macula direitos e conquistas defendidos pelos seus fóruns e pela legislações normativas da profissão.” (p.44-45).
domingo, 30 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Livro sobre atribuições profissionais ganha edição ampliada
Publicação retoma texto de Marilda Iamamoto e recupera debates e
conteúdos significativos referentes ao trabalho do/a assistente social
Já está disponível no acervo virtual do CFESS a Edição Ampliada do livro Atribuições Privativas do/a Assistente Social Em Questão. A publicação cumpre a deliberação 10 do eixo Fiscalização Profissional do Relatório Final do 40º Encontro Nacional CFESS-CRESS. O livro também será impresso e enviado para os CRESS fazerem a distribuição para a categoria.
Foram mantidos na íntegra o texto produzido em 2002 pela Comissão de Orientação e Fiscalização (COFI) do CFESS e o artigo da professora Marilda Iamamoto, intitulado Projeto profissional, espaços ocupacionais e trabalho do/a assistente social na atualidade. A primeira versão da brochura, elaborada dez anos atrás, resultou de um processo de discussão, iniciado em 1998 e intensificado nos Encontros Nacionais CFESS-CRESS de 2000 e 2001, e sua divulgação teve o propósito de provocar novos debates, num claro posicionamento de avançar na sistematização do que havia sido discutido, propondo-se aprofundamentos.
No intervalo entre a publicação de 2002 e a atual, em vários eventos e/ou publicações do Conjunto CFESS-CRESS, fomentou-se o debate sobre as atribuições profissionais, de forma direta ou indireta, sendo este tema também objeto de resoluções publicadas pelo CFESS. A proposta da Edição Ampliada de 2012 é, portanto, retomar o texto da Iamamoto, levando-se em conta a profundidade teórica aliada a uma contextualização histórica da profissão, que permanece válida para analisar as atribuições profissionais no contexto contemporâneo, e recuperar alguns dos conteúdos mais significativos dos últimos debates, demonstrando-se a permanência dos temas relativos às competências e às atribuições profissionais nos debates do Conjunto CFESS-CRESS.
Faça o download da Edição Ampliada Atribuições Privativas do/a Assistente Social Em Questão
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Violência doméstica
O que é ?
- Tem medo do temperamento do seu namorado ou da sua namorada?
- Tem medo da reação dele(a) quando não têm a mesma opinião?
- Ele(a) constantemente ignora os seus sentimentos?
- Goza com as coisas que lhe diz?
- Procura ridicularizá-lo(a) ou fazê-lo(a) sentir-se mal em frente dos seus amigos ou de outras pessoas?
- Alguma vez ele(a) ameaçou agredi-lo(a)?
- Alguma vez ele(a) lhe bateu, deu um pontapé, empurrou ou lhe atirou com algum objeto?
- Não pode estar com os seus amigos e com a sua família porque ele(a) tem ciúmes?
- Alguma vez foi forçado(a) a ter relações sexuais?
- Tem medo de dizer "não" quando não quer ter relações sexuais?
- É forçada(o) a justificar tudo o que faz?
- Ele(a) está constantemente a ameaçar revelar o vosso relacionamento?
- Já foi acusada(o) injustamente de estar envolvida ou ter relações sexuais com outras pessoas?
- Sempre que quer sair tem que lhe pedir autorização?
A presença de um ou mais destes comportamentos, sobretudo utilizados para controlar as outras pessoas, pode significar que é vítima de violência física, psicológica ou sexual no seu relacionamento. A violência doméstica é crime. E a violência exercida entre pessoas do mesmo sexo no seu relacionamento também é violência doméstica.
Esta definição implica a referência a vários crimes, nomeadamente: o de violência doméstica; o de ameaça; o de coacção; o de difamação; o de injúria; o de subtracção de menor; o de violação de obrigação de alimentos; o de violação; o de abuso sexual; o de homicídio; e outros.
O ciclo de violência
A violência doméstica funciona como um sistema circular – o chamado ciclo da violência doméstica – que apresenta, regra geral, três fases:
1. Fase de aumento da tensão: as tensões quotidianas acumuladas pelo/a agressor/a que este/a não sabe/consegue resolver, criam um ambiente de perigo iminente para a vítima que é, muitas vezes, culpabilizada por tais tensões.
Sob qualquer pretexto o/a agressor/a direcciona todas as suas tensões sobre a vítima. E os pretextos, que podem ser muito simples, são usualmente situações do quotidiano, como exemplo, acusar a vítima de não ter cozinhado ou cozinhado com sal a mais, de ter chegado tarde a casa ou a um encontro, de ter amantes, etc.
2. Fase do ataque violento: o/a agressor/a maltrata, física e psicologicamente a vítima (homem ou mulher), que procura defender-se, esperando que o/a agressor/a pare e não avance com mais violência.
Este ataque pode ser de grande intensidade, podendo a vítima por vezes ficar em estando bastante grave, necessitando de tratamento médico, ao qual o/a agressor/a nem sempre lhe dá acesso imediato.
3. Fase do apaziguamento ou da lua-de-mel: o/a agressor/a, depois da tensão ter sido direccionada sobre a vítima, sob a forma de violência, manifesta-lhe arrependimento e promete que não vai voltar a ser violento/a.
Pode invocar motivos para que a vítima desculpabilize o comportamento violento, como por exemplo, ter corrido mal o dia, ter-se embriagado ou consumido drogas; pode ainda invocar o comportamento da vítima como motivo para o seu descontrolo. Para reforçar o seu pedido de desculpas pode tratá-la(o) com delicadeza e tentar seduzi-la(o), fazendo-a(o) acreditar que, de facto, foi essa a última vez que ele/a se descontrolou.
Este ciclo é vivido pela vítima numa constante de medo, esperança e amor. Medo, em virtude da violência de que é alvo; esperança, porque acredita no arrependimento e nos pedidos de desculpa que têm lugar depois da violência; amor, porque apesar da violência, podem existir momentos positivos no relacionamento.
O ciclo da violência doméstica caracteriza-se pela sua continuidade no tempo, isto é, pela sua repetição sucessiva ao longo de meses ou anos, podendo ser cada vez menores as fases da tensão e de apaziguamento e cada vez maior e mais intensa a fase do ataque violento. Em situações limite, o culminar destes episódios poderá ser o homicídio.
| Violência contra a Mulher: Não silencie, Denuncie. | SOS MULHER- 0800-2812336 |
Fonte: CMPM.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Diretos Humanos e Saúde
Curso
Titulo: Curso de Atualização Falando um pouco de SUS: a expressão de um desejo - 2º semestre.
Período: 02/08, 09/08, 16/08, 23/08 e 30/08
Local: Sala 901, Expansão da Fiocruz
Data: 02/08/2012
Informações Curso de Atualização Falando um pouco de SUS: a expressão de um desejo. Profº Luis Carlos Fadel de Vasconcellos e Professores convidados.
Data: 02/08, 09/08, 16/08, 23/08 e 30/08- (Quinta- feira)
Horário: 9h ás 13h.
Inscrições Abertas: 02/07/2012 à 30/07/2012
Ementa: -Curso de Atualização Falando um pouco de SUS: a expressão de um desejo. Profº Luis Carlos Fadel de Vasconcellos e Professores convidados. Data: 12/04; 19/04; 26/04; 03/05; e 10/05 - (Quinta- feira) Horário: 9h ás 13h. Inscrições Abertas: 12/03/2012. Ementa: - História da Reforma Sanitária - Doutrina e Concepção - Estrutura - Princípios e Diretrizes - Bases Organizacionais - Base Legal e Normatizadora - Pacto pela Saúde - Políticas Nacionais (Atenção Básica) - Promoção da Saúde - Educação Permanente em Saúde - Saúde Mental e Saúde do Trabalhador
Curso livre e gratuito para estudantes e profissionais das áreas de Direito e Saúde, Líderes comunitários, sindicalistas e etc.
Número de vagas: 50
Endereço: Av. Brasil; Nº 4036; Sala 901; Prédio da expansão. Manguinhos - Rio de Janeiro/RJ
Os interessados deverão solicitar ficha de inscrição através do endereço eletrônico: dihs@ensp.fiocruz.br, para concorrer uma das vagas. Telefone: (21) 3882-9222 ou 3882-9223
Grupo de Direitos Humanos e Saúde Helena Besserman
Endereço: Av. Brasil, 4036 sala 905 – Manguinhos – CEP:21040-361 – Rio de Janeiro – RJ
Telefone: (21)3882-9222/9223 – E-mail: dihs@ensp.fiocruz.br
Esta é uma dica da minha amiga Flávia Karina.
Endereço: Av. Brasil, 4036 sala 905 – Manguinhos – CEP:21040-361 – Rio de Janeiro – RJ
Telefone: (21)3882-9222/9223 – E-mail: dihs@ensp.fiocruz.br
Esta é uma dica da minha amiga Flávia Karina.
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